Moçambique

Praia do Tofo.

O pôr-do-sol nos lugares por onde andei na África Austral é, sem dúvida, um espetáculo único.

A bola intensa de fogo, os vários matizes de vermelhos, púrpuras, azuis que pincelam o céu quando o sol se põe é uma peculiaridade especial desta ponta do continente.

Nossos olhos são sempre atraídos para apreciar este presente da natureza. É sempre um êxtase e deleite para o espírito. Em Moçambique não é diferente.

Moçambique é o último país que gostaria de conhecer antes de me despedir da África. Embora não seja fácil viajar de forma independente por aqui (o transporte é precaríssimo), valeu a pena ter vindo conhecer um país africano de língua portuguesa. Irmão do Brasil. Sinto-me no nordeste brasileiro. Os moçambicanos são muito simpáticos, gentis e prestativos. Esta é a impressão dos africanos que levo para a casa, especialmente da Tanzânia e Moçambique, nosso irmão de berço da língua e raízes.

Um semana antes de viajarmos, estourou uma greve geral no país. O governo anunciou aumento de água e luz. A população saiu às ruas para protestar. Houve saques e confronto com a polícia. O governo recuou no aumento e a situação no país se acalmou. Felizmente, podemos manter nossos planos da viagem.

Comecei a viagem por Maputo, capital do país. Passei lá um dia. Nada de especial, mas é a porta de entrada para as praias do sul, os principais destinos turísticos do país: a praia do Tofo e o arquipélago de Bazaruto.

O principal meio de transporte é a chapa (van) ou ônibus particulares, caindo aos pedaços. De fato, os veículos são velhos e estão bem deteriorados. Viajamos que nem sardinhas em lata (risos). No ônibus de Maputo para a praia do Tofo, até no corredor há pessoas sentadas, a bagagem vai debaixo da cadeira, junto aos pés. Ou seja, você não consegue nem se mexer. Esta é a triste realidade de um país pobre, que atravessou 26 anos de guerra, de 1964 até 1991, 10 anos de luta pela independência de Portugal e 16 anos de luta interna após a libertação.

A praia do Tofo é ideal para passar de 2 a 3 dias, relaxar. Praticar windsurf (os ventos são fortes por aqui). Descansar um pouco. E tomar fôlego antes de encarar a chapa novamente e seguir viagem para o próximo destino: Vilanculos, vila costeira de onde saem os barcos para o arquipélago de Bazaruto.

É cansativo viajar de chapa, mas vale a interação com os moçambicanos e a experiência antropológica de conhecer um pouco mais de perto a realidade das condições de vida da população. Lógico que gosto de conforto, mas vir para a África e não conhecer um pouco desta realidade e não interagir com os locais seria como ir a qualquer praia no mundo.

Apesar de o país não estar preparado para o turismo independente, mas sim para o turismo de luxo, recomendo a visita. A experiência, principalmente para nós brasileiros, é muito rica.

Arquipélago de Bazaruto.

Arquipélago de Bazaruto.

Onde ficar:

http://www.mozambiquebackpackers.com (Maputo e Tofo)

http://www.zombiecucumber.com (Vilanculos)

De avião:

http://www.lam.co.mz

http://www.1time.co.za

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