Varanasi, Índia

Rio Ganges ao fundo. Meer Ghat.

Ao chegar em Varanasi, uma surpresa, era o aniversário do rio Ganges, 12 de junho.

Dois dias de festival hindu para celebrar a data. Uma das cidades mais sagradas para o hinduísmo, Varanasi estava repleta de indianos. Peregrinos que vieram de longe para se banharem nas águas do rio, purificarem o karma e fazerem suas devoções à divindade Ganga.

Pujas (preces) e aratis (flor com uma vela num pequeno recipiente) são oferecidos ao rio sagrado.

Também fiz minha fé e ofereci um arati ao Ganges para me trazer boa sorte e abençoar minha família.

Morrer às margens do rio Ganges é considerado bom presságio. Se isto não acontece, corpos são cremados à beira do rio para purificação do karma e libertação do ciclo do nascimento e morte.

Os rituais de purificação e cremação são realizados nos Ghats, portões às margens do Ganges. Há vários Ghats ao longo do rio, mas os principais são em torno de 15. O festival de celebração do aniversário do Ganges ocorreu no Meer Ghat.

Dois dias em Varanasi é tempo ideal para visitar os Ghats e andar de bote pelo rio Ganges, principais atrações da cidade.

Junho, sem dúvida, não é a melhor época para visitar Varanasi, um calor de 45 graus. Moradora do Rio de Janeiro, pensei que suportaria tranquilamente a elevada temperatura. Circular pelas ruelas e becos de Varanasi, durante o dia, foi uma tarefa, não um passeio. Mas valeu a experiência cultural.

Vivenciei mais de perto a Índia real.

Baixa temporada, poucos turistas estrangeiros estavam na cidade em junho, o assédio para fazer passeios, serviços de guia, foi grande. Senti-me um cifrão. Considerando a pobreza, é super compreensível. Em compensação, foi acolhida no meio da multidão pela família da foto acima.  Foram muito gentis. Tiraram várias fotos comigo.

Falando nisso, os indianos sempre pedem para tirar fotos ao meu lado. Deve ser o chapéu… risos…. Na verdade, eu sou exótica para eles. Natural. A estrangeira sou eu.

Ficam surpresos e gratos com a minha disponibilidade de posar. Eu me divirto e sinto-me lisonjeada. Além do que, como fotógrafa, não poderia negar. Gentileza gera gentileza. Já devo ter umas dezenas de fotos espalhadas pela Índia.

Os indianos me cativaram. Fui muito bem recebida.

Onde ficar: Hotel Alka (www.hotelalkavns.com), às margens do Ganges (30 dólares quarto com varanda e ar condicionado).

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