Itália

Percorremos Itália de norte a sul, de Milão a Nápoles, durante 2 semanas. Fomos no verão europeu, em julho. Não recomendo. O sol é escaldante. Para quem planeja uma viagem à Itália, recomendo assistir a alguns filmes para se inspirar, como: Cartas para Julieta, Para Roma com Amor, Comer Rezar Amar.

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Bellagio.

Começamos a viagem em Milão. Lá vale a pena fazer um bate e volta até a cidade do lago Lugano, que já fica na Suíça. País dos chocolates, queijos e canivetes. Há algumas lojas de chocolate artesanal espalhadas na cidade, onde se é possível provar um delicioso chocolate suíço. Há um calçadão de onde se pode apreciar o bonito o visual do lago e montanhas de Lugano. O passeio de um dia continua até a vila de Bellagio, no lago di Como, na Itália. Atravessa-se de ferry boat em alguns minutos de uma margem até Bellagio. Suas ruelas subindo a colina são um charme à parte. É hora do almoço. Saboreamos espaguete ao molho de tomate. Além de ser típico, é o mais barato do cardápio (rsrs). Carne, frango e peixe são muito caros. O tour termina em um passeio de barco de duas horas pelo Lago di Como, apreciando as casas e montanhas às margens do lago até a cidade de Como. Quem leva www.citywonders.com

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Bellagio.

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Spritz aperol, um drink italiano para refrescar.

Em Milão, um dia é suficiente para conhecer os principais pontos turísticos, como a catedral, a galeria Vittorio Emanuele II na piazza del Duomo e o castelo Sforzesco. Todos atendidos pelo metrô. Fomos ainda conhecer as pinturas da Pinacoteca di Brera. Recomendo. Andamos também de ônibus turístico, tipo jardineira, para conhecer mais a cidade. Mas não recomendo, o trajeto do centro histórico é curto. Almoçamos no shopping luxuoso Rinascente ao lago do Duomo (catedral em italiano). De sobremesa, no calor europeu, saboreamos um gelato. Para quem quiser conhecer o percurso do ônibus turístico em outras cidades italianas, clique https://www.city-sightseeing.it/.

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Duomo.

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Duomo.

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Galeria Vittorio Emanuele II.

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Castelo Sforzesco.

Em direção a Veneza, demos uma parada para conhecer o Lago di Garda, o maior lago da Itália, visitando a pitoresca vila medieval de Sirmione. Outro ponto alto da viagem.

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Sirmione, entrada do centro histórico.

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Finalmente, chegamos em Veneza. Hospedamo-nos fora da ilha, na parte de terra firme. De manhã, pegamos um barco que percorreu a Lagoa de Veneza até chegar próximo à praça de São Marcos. Vale enfrentar a fila para conhecer o interior da basílica de São Marcos. A entrada é gratuita. Da praça, parta para explorar o labirinto de ruelas e canais de Veneza. Um passeio de gôndola para conhecer Veneza de outra perspectiva é obrigatório. Demos sorte. Na nossa gôndola, um cantor de ópera e sanfoneiro entoaram as mais belas e conhecidas canções italianas. Minha mãe adorou a surpresa o que a distraiu do medo de andar de gôndola, conseguindo aproveitar o passeio. Mas um aviso: andar de gôndola é caro. Minha mãe não gostou de Veneza. Não atendeu às suas expectativas românticas. Esperava mais flores na cidade. E para ela, os lixeiros, empurrando as carroças pelas ruelas no meio das pessoas, tiravam o charme e o romantismo do lugar. Não visitamos Veneza à noite, o que deve ser um espetáculo à parte.

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Veneza.

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Veneza.

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Dona Sonia, minha mãe na gôndola.

De Veneza, partimos para Florença, passando no caminho por Pádua e Pisa. Devota de Santo Antônio, minha mãe adorou conhecer a basílica do Santo, que fica em Pádua. Sem palavras para a magnitude da Torre de Pisa. Incrível ver a inclinação de um monumento tão grande. Minha mãe posou para foto brincando de segurar a torre. Visitamos a catedral e o batistério, lugar de batismos, no Campo del Miracoli em Pisa. A entrada é paga. Também pode-se pagar e enfrentar seus quase 300 degraus da Torre de Pisa e admirar a vista lá de cima. Confesso que não encarei.

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Torre de Pisa.

Florença é uma cidade renascentista belíssima. Sua catedral, o Duomo, é um monumento esplendoroso. As principais atrações, igrejas, museus e galerias, de Florença estão no centro histórico, podendo ser explorado a pé. Como museus e galerias são pagos e caros, preferimos não entrar e perambular pelas ruas de Florença. Mas o museu que recomendo é o Uffizi, o maior museu de arte da Itália. Entramos somente no Duomo, após enfrentar uma fila de quase 1 hora debaixo de sol.

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Lateral do Duomo. Florença.

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Interior do Duomo. Florença.

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Florença.

Seguimos para Roma, passando por Siena e Assis. As principais atrações turísticas de Siena são o Palazzo Pubblico, na piazza del Campo, e, pertinho dali, o Duomo. A entrada da catedral, Duomo, é paga. Passamos uma hora em Siena e seguimos para a cidade medieval de São Francisco de Assis, santo do qual sou devota. Voltei a Assis pela segunda vez após 10 anos. Sempre uma emoção visitar a Basílica de São Francisco de Assis. Voltei para mostrar a basílica à minha mãe. Dessa vez, agradeci as bençãos que recebi ao longo da vida.

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Piazza del Campo. Siena.

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Basílica de São Francisco de Assis.

Finalmente, chegamos em Roma, um museu a céu aberto. Inúmeros museus, 900 igrejas, elegantes piazzas (praças), ruínas do antigo império romano. Tudo isto faz de Roma um destino especial em vários dias para ser explorado. Acordamos e começamos o dia pelo Campo de Fiori, no domingo com feira de produtos típicos. De lá fomos caminhando até a piazza Navona, com suas belas fontes e igreja no coração da praça. Era hora do almoço, aproveitamos para comer num dos restaurantes da praça para apreciar a beleza da arquitetura dos edifícios e fontes, e também o movimento da praça. Com sorte, um grupo de músicos estava tocando músicas italianas. Para variar, comemos massa acompanhado por vinho. Minha mãe se deliciou com o vinho doce moscato. De lá, caminhando fomos conhecer o Pantheon, o templo de todos os deuses na Idade Média, transformado em igreja. Não entramos, porque estava uma fila imensa. Voltamos à piazza Navona.

Da piazza Navona, pegamos um táxi para a piazza del Campidoglio, onde estão os museus Capitolinos. Dessa vez, entramos para apreciar seu acervo de esculturas e pinturas. De lá, fomos de táxi (em Roma, o metrô não atende bem o centro histórico) para a parte alta da da piazza di Spagna. Admiramos a vista da cidade e entramos na igreja Trinitá dei Monti. Queria conhecer o famoso Café Greco, mas caríssimo! Um café expresso a 7 euros. Paga-se o requinte e a fama. Desisti de tomar um cafezinho.

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Piazza Navona. Roma

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Detalhe de fonte na Piazza Navona. Roma.

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Pantheon. Roma.

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Museu Capitolino. Roma.

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Museu Capitolino. Roma.

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Museu Capitolino. Roma.

No dia seguinte, foi dia dos museus do Vaticano. Lotadíssimo. Para não esperar horas na fila, compre seu ingresso com antecedência. Seguimos pelas galerias do museu, apreciando suas esculturas renascentistas e pinturas nas paredes, até a Capela Sistina de Michelangelo. Por ser um local sagrado, não são permitidas fotografias na Capela Sistina. As pinturas nas paredes e no teto impressionam. Os afrescos do Juízo Final, no altar, com a representação do Céu e do Inferno, e da criação de Adão, no teto, no qual Deus tenta tocar os dedos de Adão para conceder a centelha da vida, são as mais conhecidas e também as mais impactantes. Saindo do museu do Vaticano, visitamos a Basílica de São Pedro. A imponente escultura da Pietá de Michelangelo, com a representação de Jesus morto nos braços de Maria, chama a atenção. Do Vaticano, partimos para a Fontana de Trevi. Um multidão em sua volta. Difícil tirar uma fotografia sozinho com a fonte atrás.

Criação de Adão. Imagem tirada da internet.

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Pietá de Michelangelo, protegida por um vidro. Vaticano. Roma.

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Museu do Vaticano. Roma.

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Teto no Museu do Vaticano. Roma.

No terceiro dia em Roma, foi dia de conhecer o Coliseu, Fórum Romano e Palatino. As filas estavam enormes. Felizmente, compramos o ingresso antecipadamente pelo site www.tiqets.com. Os três atrativos são a céu aberto, debaixo de sol ou chuva. Como era verão e estava céu de brigadeiro, sofremos sob o sol escaldante.

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Coliseu. Roma.

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Interior do Coliseu. Roma.

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Fórum Romano. Roma.

De Roma, fizemos dois bate e volta a Nápoles, cidade base para conhecer a ilha de Capri e a Costa Amalfitana. O melhor é se hospedar em Nápoles. Saindo de Nápoles, os passeios ficam mais baratos e menos cansativos. Mas como terminei a viagem em Roma, o jeito foi ir e voltar nos dois dias. De ônibus, são 3 horas de Roma a Nápoles, mas há um trem rápido que faz o percurso em 1 hora e 10 minutos. Para ilha de Capri, pega-se um ferry boat no porto de Nápoles. Em 50 minutos, chega-se à ilha. Lá, vale a pena pegar o funicular para apreciar a vista do alto da colina e fazer um passeio de barco para conhecer a paisagem da costa da ilha. Capri é sensacional e imperdível.

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Ilha de Capri, vista do alto da colina.

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Capri.

No último dia de viagem, fizemos um tour para Costa Amalfitana, visitando as vilas de Positano e Amalfi. A estrada que percorre a costa é estreita e sinuosa e fica na beira do penhasco. Ônibus grande não passa. Só micro-ônibus e van. A primeira parada foi numa fábrica do licor Limoncello, feito com limão siciliano. Cítrico, o licor é uma delícia. Trouxemos uma garrafa para o Brasil. Depois, seguimos até Positano. A vila fica incrustada na encosta da colina. Por uma ruela, descemos a pé da estrada até a praia. A terceira parada foi em Amalfi, embora com casas nas colinas, a vila é mais plana. O centro e o acesso à praia ficam na parte plana da vila. Quem nos levou foi a www.citywonders.

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Positano.

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Positano.

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Visual da estrada.

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Amalfi.

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6 comentários em “Itália

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