Austrália

Vinte dias pela costa leste da Austrália de Melbourne a Cairns. Paradas de 2 a 3 dias em cada cidade. Corrido. Mas na medida para conhecer a beleza natural e sentir um pouco da atmosfera de cada cidade, de Melbourne, ao sul, até a Grande Barreira de Corais, em Cairns, ao norte da costa leste.

Os “Dozes Apóstolos” estão, sem dúvida, entre uma das maravilhas da Terra. Esculturas monumentais e únicas da natureza. Apesar de distar da famosa rota da Golden Coast, vale voar até lá, para quem chega na Austrália por Sidney. Três dias em Melbourne são suficientes. Um dia para fazer o tour da “Gran Ocean Road” e “Doze apóstolos”. Outro dia para ver os pinguins da ilha Phillip. E mais um dia para perambular por Melbourne.

Para subir a costa leste, sugiro voar de Melbourne até Sidney ou Byron Bay. E de lá, comprar um bilhete de ônibus até Cairns. O bilhete permite parar durante o trajeto e permanecer dias na cidade. É só programar as cidades de parada. O preço do trecho Sidney-Cairns é o mesmo, independentemente do número de paradas.

Meus lugares favoritos na costa leste foram: 1) Byron Bay, por suas praias de águas cristalinas e extensa facha de areia branca, além do visual cinematográfico do farol, onde se pode avistar golfinhos, e o clima Woodstock de Byron, lá se respira o ar do movimento hippie dos anos 70; 2) as ilhas Whitsundays, a minha favorita, imperdível (!), passeio de 2 dias com pernoite no barco, a cidade base é Arlie Bay Beach; 3) a Grande Barreira de Corais de Cairns, o mergulho de cilindro é obrigatório.

Para se despedir da Austrália, obrigatória a visita à magnificente “Opera House” em Sidney, o cartão postal da Austrália.

Quem leva: http://www.backpackerworldtravel.com

De avião: http://www.jetstar.com

De ônibus: http://www.greyhound.com

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Doze Apóstolos

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Ilha Fraser

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Koala

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Ilha Whitsunday

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Cairns, Grande Barreira de Corais

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Campo base do Everest

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Para ler a matéria, clique no post anterior.

Campo base do Everest

Everest: Aventura para Amadores

Michelle Glória – Especial para O GLOBO

Matéria publicada no jornal O Globo de 8 de dezembro de 2011. Chegar perto do topo do mundo é um sonho possível. E uma experiência de vida inesquecível. Ainda que seja uma dura jornada que pode demorar mais de duas semanas, os aventureiros de hoje dispõem de comodidades impensáveis em 1953, quando o neozelandês Edmund Hillary e o sherpa Tenzing Norgay conquistaram o Everest. Atualmente, com empresas que cuidam de toda a logística, está mais fácil alcançar o campo base, onde montanhistas profissionais passam cerca de dois meses se aclimatando para tentar chegar até o cume, a 8.848 metros de altitude. As melhores épocas para uma viagem como essa são de março a maio, na primavera do Hemisfério Norte, e de setembro a dezembro, no outono. Há agências que levam milhares de pessoas por ano ao Everest e organizam tudo, desde a reserva de hotel em Katmandu, a compra da passagem aérea até Lukla – onde começa, de fato, a expedição turística – e o pagamento de taxas governamentais até o transporte das bagagens e o preparo da comida durante os dias na trilha. Aos viajantes, basta caminhar muito. Para se conquistar parte da Sagarmatha (deusa do céu ou testa do céu), como chamam os nepaleses, ou da Chomolungma (divina mãe do Universo), como a montanha é conhecida pelos tibetanos, é preciso ter disposição e um bom preparo físico. A subida até o acampamento base, a 5.364 metros de altitude, e a descida são feitas durante 16 dias de Aventura temperada pelo contato com a população, seus trajes, suas comidas e bebidas típicas, e a observação de cenários naturais fantásticos, celestiais. Para explorar a paisagem o melhor é pegar o caminho mais longo, que também é o mais bonito, passando pelos Lagos Gokyo. Foi o que fizemos.

Em cinco dias, 4.470 metros de altitude e muitos picos nevados

Katmandu, a capital do Nepal, a 1.300 metros de altitude, é a porta de entrada para a Aventura na montanha. Os serviços das agências que vendem pacotes para o Everest, como a Himalayan Glacier Trekking, geralmente começam aqui. Duas noites na cidade é o tempo ideal para visitor os pontos turísticos do Vale de Katmandu e finalizar os preparativos para o trekking, verificando todo o equipamento com o guia. Conhecer a Durbar Square e fazer um delicioso passeio de riquixá pelas ruas da área turística de Thamel são programas imperdíveis. Em Durbar Square, fazem sucesso os entalhes ao redor do templo Jagannath que mostram as posições do Kama Sutra. E das varandas da torre Basantapur, observa-se do alto o dia a dia nas ruas de Katmandu.

Estupas.

No Vale de Katmandu, ficam as estupas Swayambhunath e Bouddhanath, essa a maior do Nepal. Quem chega ao cair da tarde ao templo budista, observa parte da agitação dos turistas que vieram durante o dia e a atmosfera sagrada da noite, quando dezenas de peregrinos caminham em volta do monumento religioso, fazendo suas orações e prostrações – ato de libertação da negatividade da mente e de reverência a Buda. Depois de turistar por Katmandu, havia chegado a hora de partir para a montanha. No primeiro dia de caminhada, acordei com um frio na barriga. A adrenalina começou no aeroporto, ao embarcar num avião pequeno. Em 40 minutos de voo, chegamos a Lukla, povoado a 2.840 metros de altitude, ponto de partida do trekking. O visual deslumbrante dos picos nevados do Himalaia cortando as nuvens faz esquecer o medo. Desembarquei eufórica. O primeiro dia é leve, com três horas de caminhada até o vilarejo Phakding, a 2.610 metros, onde pernoitamos. Chegamos por volta de meio-dia e descansamos, preparando o corpo para seguir a altitudes mais elevadas. Mais dois dias e chegamos a Namche. A 3.440 metros acima do nível do mar, é o maior vilarejo do trajeto, com cybercafés, sinucas e lojas de souvenirs. Passamos dois noites para aclimatar o corpo e evitar o chamado “mal da montanha”. É preciso subir devagar, beber muita água, fazer uma boa alimentação e respeitar os sinais. Se os sintomas do “mal da montanha” aparecem (dor de cabeça, náusea, vômito, perda de apetite), a recomendação é descer.

Namche a 3.440 metros de altitude.

Partindo de Namche, a jornada é ingreme. Vencida a colina, a trilha plana serpenteia pela encosta de um vale – sem muito esforço, puro deleite. Dia ensolarado, as pernas andavam sozinhas, inebriadas pelo cenário dos sonhos: picos nevados ao longo da trilha emoldurando a paisagem. No trajeto, uma estupa homenageia o Sherpa Tenzing Norgay e todos os sherpas do Everest, os verdadeiros tigres da neve. Com céu limpo, avistamos no fim do vale o pico da montanha. Dormimos na bucólica vila Dole, a 4.110 metros, de ambiente rustic e clima rural. Há poucas pessoas e alojamentos, começamos a entrar na solitude da montanha. Muitos turistas optam pelo percurso via Tengboche, direto ao acampamento base do Everest. Fomos pela trilha via Lagos Gokyo. É mais longa, mas o visual compensa. Na manhã seguinte, caminhada leve de três horas até Maccherma, a 4.470 metros acima do nível do mar. Outro dia prazeroso, com uma subida suave roadeada por montanhas. Os picos de neve eterna nos acompanham o tempo todo, para deleite visual. No quinto dia de caminhada, o corpo dá sinais de fadiga. Em Maccherma, um posto médico presta o primeiro atendimento às pessoas acometidas do “mal de montanha”. Mesmo sem os sintomas, fui até lá para medir o percentual de oxigênio no sangue: 90%. Segundo a voluntária que me atendeu, uma ótima taxa para 4.470 metros de altitude. Senti-me contente e cheia de coragem. O cansaço havia sumido.

Glaciar e iaques em paisagem surrealista

Glaciar Ngozumba.

No sexto dia estávamos prontos para avançar 400 metros de altitude, entrando cada vez mais nas terras remotas do Himalaia, o que aumentava o nível de adrenalina. A partir deste ponto, o resgate de helicóptero torna-se mais difícil – as condições climáticas a cinco mil metros nem sempre permitem o acesso da aeronave. Apesar da leve tensão, o dia revelou-se uma grata surpresa, com uma caminhada aprazível margeada pelo rio Dudh Koshi. No fim da jornada, um presente: o vale dos Lagos Gokyo. O visual mágico de suas águas plácidas naquele profundo silêncio da montanha é de tocar a alma.

Lago Gokyo.

Passamos dois dias às margens do terceiro Lago Gokyo, a 4.740 metros. Os mais entusiasmados também aproveitam para subir o pico Gokyo, a 5.360 metros. O cenário é belíssimo. Uma dica: vá à margem oposta do lago. A trilha margeia o sopé do pico Gokyo. Com sorte, é possível apreciar iaques selvagens – animais da família do touro, com grossa pelagem. Não são dóceis e podem ser agressivos. Por isso, não se deve chegar muito perto deles. Já estávamos no oitavo dia de nossa expedição e o espetacular glaciar Ngozumba dominava a paisagem. Cruzar o glaciar foi como estar no cenário desértico das pinturas de Salvador Dali. Passaria o dia inteiro ali contemplando aquela paisagem quase surrealista – um convite à viagem interior.

Iaques.

No dia seguinte saímos bem cedo de Thangnag, a 4.700 metros, para atravessar sem pressa Cho La Pass, a 5.368 metros. É o trecho mais técnico do trekking, com uma caminhada íngreme sobre a neve, que dificulta a passagem. Para uma subida segura, o ideal é usar bastões e crampons – agarras sob o solado das botas, como ferraduras, para os pés se fixarem na neve. Muitos turistas optam pela trilha via Tengboche principalmente para evitar este trecho. Meu conselho é fazê-lo com calma, concentrado em cada passo. Sem muita experiência em neve, tive a sensação de escorregar duas vezes. Mas foi só o susto. Confesso que cheguei lá em cima com a adrenalina a mil. E comemorei muito.

Missão cumprida com muita simpatia

Dois dias de caminhada e chegamos a Gorakshep, a 5.240 metros de altitude- último refúgio antes do acampamento base do Everest. A expectativa aumentava e o coração palpitava. O trecho final foi leve, com o majestoso glaciar Khumbu a nos acompanhar como um gigante adormecido. De longe já avistávamos o campo base: pontinhos amarelos surgiam no cenário e iam se tornando mais nítidos à medida que avançávamos. Eram as barracas do acampamento. A emoção aumentava à medida que chegávamos mais perto do coração da montanha. Há uma frase célebre de George Mallory, quando lhe perguntaram “Por que subir o Everest?”. Sua resposta: “Porque ele está lá”. O coração dispara ao alcançarmos o acampamento base, a 5.364 metros. Chegar “quase lá” foi o suprassumo da realização pessoal, um momento único para guardar no baú de memórias.

Campo Base ao longe.

Vale do Campo Base.

Na volta do acampamento base, encontrei dois russos que estiveram no cume. Quando assisti ao vídeo da conquista, com o infinito mar de montanhas e o céu azulado do topo do Everest, imaginei a adrenalina na reta final de ataque ao cume. Beber da aventura saciou o meu desejo. Escalar o Everest é um desafio para poucos, para tigres. Antes de descer, passamos pelo último ponto alto do trekking: o pico Kala Patthar, a 5.550 metros. Nevava ao amanhecer, o que nos impediu de subir e apreciar o visual do alto. Mas adorei ver os flocos de neve caírem, tudo ficar branquinho, envolvendo a montanha em clima de mistério. Nos próximos quatro dias seguimos descendo, via Tengboche, celebrando a conquista com saudades da aventura. Abaixo dos quatro mil metros, a vida volta a pulsar. Crianças seguem para a escola. E monges, para os monastérios budistas. Pastores conduzem seus pequenos rebanhos de iaques. Passamos novamente por Namche, agora em dia de feira. Lá vendem de tudo, de panelas a iguarias. Pudemos saborear mais um pouco da vida do Himalaia. Para fechar com chave de ouro, uma simpática senhora me cumprimentou: “Namaste”. Para eles significa um ato de humildade em reverência a outro ser humano, que quer dizer: “eu reconheço e respeito o Deus que existe em você”. Senti-me abençoada. Namaste para vocês também.

Serviços

Classificação do trekking: pesado. O que levar: mochila de 50 L e capa filtro solar, boné e óculos de neve roupas térmicas (segunda pele) casaco fleece casaco impermeável (anorak) camisas e calças de tecido respirável 2 pares de luvas gorro e balaclava 3 a 4 pares de meias botas impermeável e resistente a baixas temperaturas máquina fotográfica e baterias extras lenços umedecidos para bebê (Às vezes, está tão frio e a água morna, que o banho é a base de lenços umedecidos. Banho de água quente é pago à parte nos alojamentos, de 3 a 7 dólares) Nota: Saco de dormir, jaqueta, próprios para extremas temperaturas, bastões e crampons são fornecidos pela agência de turismo. Quem leva: www.himalayanglacier.com Quando ir: duas temporadas por ano, de fevereiro a abril, de setembro a novembro. Quanto custa: 1600 dólares. Resgate de helicóptero: 1 hora de voo em torno de 2.500 dólares. www.fishtailair.com, www.airdynasty.com

Ubud, Bali

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Dança balinesa.

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Onde ficar: Darta Homestay, rua Gautama, Ubud, Bali, Indonésia.

Cerimônia de cremação em Bali

Acordei de manhã em Ubud, região montanhosa de Bali, Carlos, meu novo amigo australiano, vizinho de quarto na pousada familiar Sudana, convidou-me para uma cerimônia de cremação no bairro de seu amigo balinês Gede. Fiquei um pouco reticente. Queria escrever. Queria apenas um dia tranquilo. Não queria sentir novas fortes emoções.

Desde que me tornei uma “seeker” (buscadora da verdade), a vida, o Universo tem me levado até as respostas. As situações vêm ao meu encontro para eu ver a mim mesma, aspectos da minha antiga personalidade ou fatos da minha história de vida, pessoal ou familiar. Ainda que eu não queira naquele preciso momento, não esteja preparada, não há condescendência, não sou poupada. Desde que me tornei uma buscadora – de mim mesma, da minha verdade – estou mais sensitiva, intuitiva. Viajar, sair do ambiente familiar e mergulhar no desconhecido, propicia este deslocamento de você mesma, de nossas sólidas personalidades. Sua alma pode voar, explorar terrenos desconhecidos, inexplorados.

Desde setembro de 2009, quando iniciei esta jornada no Caminho de Santiago, sinto meu sexto sentido e anjos protetores cada vez mais fortes, falando por mim, a me guiar. Não sei quem me conduz, se sou eu com o meu forte desejo pela verdade… atraio as respostas…?… ou se eles, os anjos, me levando até elas.

Gede, eu e Carlos, vestidos com o Sarong, estilo balinês, para irmos à cerimônia. Sinal de respeito à cultura local

A cerimônia de cremação em Bali é pública. Uma procissão pelas ruas da comunidade. O carro da vaca sagrada abre a procissão. A vaca é conduzida pelo neto, que vem abrindo os caminhos, espantando maus espíritos, a fim de levar a alma da avó, que fechou este ciclo da roda da vida, até os bons espíritos. Atrás, seguem mulheres com oferendas. Em seguida, homens tocando tambores, pratos musicais e o gongo. Por último, o segundo carro traz o corpo da avó que será cremado no final da procissão. Sua foto vem exibida para que a comunidade possa ver quem desencarnou.

O carro da vaca, carregado por dezenas de homens, voluntários da comunidade, faz sua performance a cada esquina, espantando os maus espíritos, limpando o caminho para a alma da avó desencarnar em paz.

A comunidade acompanha a procissão ao som dos tambores. Música que concede uma leveza à tristeza da perda de um ente querido.

No final, o corpo da avó é colocado sobre a vaca sagrada no altar de cremação. Momento tenso. A família chora. As mulheres com as oferendas fazem uma roda em torno do altar. Caminham. Cantam. Rezam.

A tocha é acesa. Luz. A avó é cremada. Desencarne em paz!

Os balineses, em sua maioria hinduístas, acreditam na roda da vida, na lei do carma e reencarnação.

Vaca sagrada.

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Representação dos maus espíritos

Avó sendo salva pela vaca sagrada dos maus espíritos

Não assisti até o final a cremação. Meus amigos não quiseram ficar. Eu também não pedi para ficar.

A cerimônia de cremação mexeu comigo. Lembrei-me da minha avó, Dona Nilza, que desencarnou em janeiro deste ano. Os tambores da cerimônia e o corpo cremado remeteram-me ao desejo da minha avó que não foi realizado. Ela queria ser cremada. E que tocassem a sua música. Não deu para segurar. Há quase um ano de sua morte, as lágrimas contidas, escorreram copiosamente dos meus olhos.

Minha avó, Dona Nilza, minha heroína, nunca tirou o sorriso do rosto apesar de tanta dor. Poeta da vida. Sempre fez alegria de sua tristeza. Sua música preferida “Deixe a vida me levar”, de Zeca Pagodinho, queria que fosse tocada no seu funeral. Não queria ninguém chorando. Queria todos celebrando a passagem da sua vida para o mundo celestial. Queria ser cremada e suas cinzas fossem jogadas ao mar. Um ritual de libertação.

Minha avó queria sua alma diluída nas águas do mar, indo no fluxo da corrente da vida (“go with the flow”). A própria história da sua vida.

Sua música não foi tocada. Seu corpo não foi cremado. Compreendo. Neste momento difícil, tanta burocracia para resolver, a dor apertando no peito, difícil ousar tanto.

Dona Nilza, queria fazer alegria da sua própria morte. Minha avó de vanguarda, lúdica poeta da vida!

Sua música não foi tocada, mas a li no funeral, bem alto, para que ela ouvisse lá no mundo da paz celestial.

Trouxe a letra comigo, após minha rápida passagem pelo Brasil. Queria que minha avó estivesse comigo. Sempre calorosa, a única a me perguntar: “Você está feliz? Se sim, estou feliz por você. É isto que eu quero: que você seja feliz!”.

Em homenagem à minha avó, Dona Nilza, escrevo aqui a sua música. Precisei ir tão longe, ir à Índia, para aprender a sua sabedoria de vida: go with the flow, aceitação, humildade, resiliência e alegria.

Minha avó nunca desistiu de ser feliz. Sempre com um largo sorriso no rosto. Viva Dona Nilza! Minha heroína!

Deixa a Vida me Levar

Zeca Pagodinho

Eu já passei

por quase tudo nessa vida

Em matéria de guarida

espero ainda a minha vez

Confesso que sou

de origem pobre

mas meu coração é nobre

Foi assim que Deus me fez…

E deixa a vida me levar

Vida leva eu!

Deixa a vida me levar

Vida leva eu!

Sou feliz e agradeço

por tudo o que Deus me deu…

Só posso levantar

as mãos pro céu

Agradecer e ser fiel

ao destino que Deus me deu…

Se não tenho tudo que preciso

com o que tenho, vivo

de mansinho lá vou eu…

Se a coisa não sai

do jeito que eu quero

também não me desespero

O negócio é deixar rolar

e aos trancos e barrancos

lá vou eu!

E sou feliz e agradeço

por tudo que Deus me deu…

Lombok, Indonésia

Há três dias em Bali, cansada da agitação de Kuta, que já não é há tempos um paraíso perdido na Indonésia. Lojas das marcas internacionais mais famosas estão lá. Cafés, bares, restaurantes, discotecas. É como estar em qualquer cidade praiana do mundo ocidental. Em Kuta, o Oriente perdeu para o Ocidente. Algumas cerimônias Hindu percorrem as ruas de Kuta, mas parecem aprisionadas, cerceadas pelo ritmo acelerado de cidade, tráfico, ambulantes, vendedores, nativos tentando fazer dinheiro. A tradição Hindu ainda resiste, mas o estilo ocidental tomou conta de Kuta, primeiro ponto de parada de quem chega em Bali pelo aeroporto de Denpadar.

Os planos iniciais eram me instalar em algum ponto da ilha, para começar a escrever o livro. Mas Kuta e seus arredores não me apeteceram. No terceiro dia, decidi partir e explorar a ilha. Comprei um ticket de shuttle bus (carro privado para turistas) para a praia Pandbay, sem ter certeza de que iria ficar por lá. Desejei conhecer alguém no carro para me dar alguma dica, me convidar a me juntar a eles…

Na manhã seguinte, o carro veio me buscar na homestay (pousada familiar), dois surfistas australianos cinquentões, Brian e Shane, me receberam com um simpático sorriso. Super engraçados. Fazendo piada para quebrar o gelo, entrosamo-nos rapidamente. O motorista pegou mais alguns turistas e finalmente partimos! O inesperado é sempre excitante. Estava neste clima de qualquer viajante. Queria que algo me surpreendesse.

Shane me recomendou a baía de Gerupuk na ilha de Lombok, vizinha de Bali. – Onde vai ficar?, me perguntou. – Em Pandgabay, de fato, não havia o que ver por lá. É uma vila portuária de areia preta. Praia não convidativa. Pesada com mais uma mala de rodinhas que adquiri na minha passagem por Nova Iorque, cheia de papel, livros, folhetos, memórias de viagem, além da mochila-carga e outra mochila com câmera. Não estava me sentindo com muita flexibilidade para locomoções rápidas, embora estivesse ávida por aventura.

Brian, sensível a minha transparente cara de não satisfeita: – Você não quer ir conosco para Lombok?, me convidou. Não pensei duas vezes. Fiz um charme de dois segundos e prontamente disse: – Sim! Sentindo-me por dentro super feliz de ter sido salva! (Risos).Brian e Shane, cavalheiros, me ajudaram com a mala de rodinhas, sem entender direito o que uma aventureira estava fazendo com uma mala de rodinhas e mais duas mochilas.

Pegamos o ferry-boat para Lombok, transporte local, não comumente usado pelos turistas. Quatro horas prazeirosas conversando e contemplando o visual da ilha de Bali e a placidez do mar. Fomos presenteados com golfinhos saltitantes. Chegamos em Lembar, porto de Lombok, já à noite. Mais uma hora de viagem e estaríamos na vila de pescador Gerupuk. Uma aventura. Chegar à noite com desconhecidos num lugar desconhecido. Shane: – Você é corajosa. Confiar em dois estranhos… – Eu sei… acabei de me perguntar isto… Confio na minha impressão, disse.  Brian completou: – Você é destemida.

Na verdade, não fazer planos e “go with the flow” (ir com o fluxo), como Osho diz, tem sido minha forma de estar no mundo,  desde que comecei esta busca interior e espiritual no Caminho de Santiago em setembro de 2009. É uma experimentação do divino, do mistério. Deixo o Universo me conduzir para ver onde serei levada. Às vezes, vou até o limite do que o senso comum consideraria seguro. Difícil para uma controladora como eu, auditora de profissão, se libertar tanto e se permitir ir na corrente da vida.

Vila de pescador Gerupuk.

Isto não é uma crítica ao meu trabalho. A natureza do meu trabalho (auditoria) é controle. Eu já era (ou sou) controladora por natureza. Virgiana típica, sempre planejei minha vida, traçava objetivos e atingia as metas. Até minha mãe ficar doente em 2002 e a minha vida sair do meu controle. Meus planos começaram a não acontecer. Minha vida deu uma guinada e comecei a buscar a vida espiritual, para compreender o porquê de tanto sofrimento na minha família.

Hoje, percebo, quando ouso, não controlo, sigo a intuição e confio na condução do Universo, a surpresa tem sido mais do que gratificante. Aprendizado. Crescimento. Regozijamento. Pessoas que precisava encontrar. Situações que precisava vivenciar para me libertar e crescer pessoal e espiritualmente. O saldo é sempre uma tremenda alegria.

Lombok é o paraíso perdido da Indonésia. O sul da ilha com praias ainda desérticas e mar azul-turquesa. Passei duas semanas na vila de pescador Gerupuk. Uma semana com Brian e Shane e a outra com meu novo amigo-companheiro Toyang. Lá encontrei o olhar inocente do homem que vive em conexão com a terra. O turismo de massa ainda não chegou por lá. Ainda é possível estabelecer relações com os nativos não permeadas pelo dinheiro.

A ilha de Lombok é mulçumana. Mas não tive problemas por ser mulher. Fui respeitada e bem recebida. O sul da ilha, Gerupuk, é praia de surfistas e de aventureiros em busca de uma experiência mais “real”, não turística. Com pequenas ondas e baías fechadas, é o lugar ideal para aprender surf com segurança.

Minha praia favorita é Tanjung A’an de areia branca, águas mornas azul-turquesa, perfeita para caminhar e passar a tarde relaxando nas espreguiçadeiras. “Sama sama” bar, que significa na língua Indonésia “bem-vindo”, é o point. Nas noites de lua cheia, rola festa na areia até o último festeiro. Explorar outras praias com Brian e Shane foi um presente. Além da possibilidade de conhecer lugares que dificilmente iria sozinha. Desfrutando de paradisíacas paisagens, ainda vivenciei a interessante experiência – rara nos dias de hoje, onde o turismo chegou a quase todos os lugares do mundo – de ser observada com o olhar de estranhamento, de estar na pele do exótico. Na praia Batu Rujaan, os nativos não acostumados a ver estrangeiros por lá, crianças e mulheres correndo atrás de nós para ver a novidade.

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– Eles parecem meio arredios, disse Shane.

– Não. Eles estão apenas nos estranhando. Somos exóticos para eles, disse.

– É… acho que você tem razão. Sou exótico para eles, disse Shane.

– Sim. Da mesma forma que eles são exóticos para nós, nós somos exóticos para eles. Isto me remete à época de quando Colombo descobriu a América. O colonizador estranhando os “selvagens “… Tudo depende do ângulo de quem vê.

– É. Sinto-me um exótico. Bom me sentir um exótico. Você tem razão, eles não são arredios. Estão apenas nos estranhando, disse Shane.

Grata surpresa na ilha de Lombok foi a cerimônia de casamento Nyongkol. Um desfile pelas ruas ao som de tambores. Participei de três casamentos. Os noivos estão sempre sérios, mas a população se diverte com a festa, vem acompanhando a festiva procissão de casamento dançando e divertindo-se. Todos querem ver o noivo e a noiva.

Joget, a dança tradicional da ilha de Lombok, lembra muito o rebolado de nossas passistas do carnaval carioca. Não me contive. Juntei-me à festa e rebolei também! (Risos). Os nativos se divertiram com a minha participação, em ver uma turista dançando igual a eles. Expliquei que sou brasileira e por lá é normal dançar assim.

Por aqui, para alguns indonésios, eu sou “bule”, turista de pele “branca (entre aspas porque, no meu caso, me considero “bege”, sou miscigenada, meu pai é português branco e minha bisavó materna era negra). Outro dia, um holandês confirmou isto para mim: “Você não é branca (risos). Branco sou eu (risos).” Para outros, eu pareço nativo, por causa dos meus cabelos, olhos castanhos-escuros e traços faciais. “Adoro a cor da sua pele”, dizem alguns indonésios para mim. “E eu adoro a cor da sua pele”, respondi. “No Brasil, a cor de sua pele morena é sensual”, complementei,

– Você parece Indonésia, comentou Tina.

– Eu sou bonita?, me perguntou.

– Sim, lhe disse.

– E você? É bonita?

– Eheheheheh! Somos bonitas, celebrou Tina.

Tina

Às vezes, desejo ser morena cravo e canela. Lembro da música “Morena Tropicana” de Alceu Valença. Quando me pergunto a origem do meu senso de estética, lembro da minha bisavó Maria, negra, que conheci e amava (quando ela morreu, eu tinha 5 anos, ainda hoje guardo sua lembrança viva na minha memória), e na cor da morena da minha mãe. Reminiscências do cordão umbilical entre o amor materno, feminino e o meu “eu”. Desejo de fusão ao objeto amado? Amo meu pai. Tenho sua cor e traços faciais. Já sou seu espelho.

Sobre a questão da cor da pele, encontrei o texto abaixo, excertos da nota do editor da revista “Gloss” de Bali: “The brown wants to be white in a cast society and the white wants to be brown because twilight is going out of style and they at least wants to be eternally tanned. Lets trip down our bare essentials, embrace our imperfections and just see how beautiful we really are.”

Por aqui, em Lombok e Bali, suspeito de que o desejo de alguns nativos de ser branco, tenha como raiz a questão econômica. Os turistas, em sua maioria, brancos e loiros, europeus, australianos etc. trazem o dinheiro, fomentam a economia. São os chefes, o “boss “, como eles os chamam por aqui. Os nativos, indonésios de pele morena, são em sua maioria os trabalhadores, estão na posição de servir.

Nas camisetas dos garçons de um restaurante em Lombok, escrito no uniforme a palavra “friendly”. Os indonésios gostam do “boss”, gostam dos europeus, australianos etc. “Todos somos iguais”, dizem alguns nativos para mim. Eles apenas desejam que sua cultura seja respeitada, senso de proteção da própria identidade, desejam ainda que o “boss” seja “friendly “.

Para além do Bem e do Mal, não existem vilãos e vítimas nesta estória. É apenas o encontro de dois mundos diferentes, o Ocidente encontrando o Oriente. E nesse encontro, o nosso senso de proteção da própria identidade, do nosso “eu”, formado por processos psicológicos e socioculturais, tende a rejeitar o que não é espelho. Puro mecanismo de defesa para proteger a nossa identidade. No mundo que persegue a revolução espiritual, “open heart” como Dalai Lama nos ensina, nossa comunicação será pela vibração do coração, nossa linguagem será a do coração. Abriremos nosso coração para o outro, exótico, estranho aos nossos olhos condicionados que estranham o diferente. Têm medo do desconhecido. Pura ilusão. No mundo revolucionado espiritualmente, desperto, iremos acordar do mundo das aparências. Cores e formas que nos iludem, nos afastam da verdade da existência. Somos apenas um. Seres humanos conectados pelo coração.

Esta questão da cor da pele em Bali e Lombok me faz pensar na identidade miscigenada do Brasil. Como o Brasil é abençoado por ser um país miscigenado, onde a questão racial nunca chegou à desumanidade do regime do apartheid social na África do Sul e EUA, com lugares proibidos aos negros e destinados somente aos brancos. Espero que o Brasil se torne cada vez mais e mais um modelo para o mundo miscigenado, multiétnico, multicultural, que respeita e vive harmoniosamente com a diversidade étnica e cultural. Quando digo minha nacionalidade para os estrangeiros europeus e americanos: “Sou brasileira”. A reação é sempre positiva. O Brasil é o país da alegria, do carnaval, do futebol e, principalmente, o país miscigenado, multicultural, multiétnico, onde não existe preconceito e todas as “raças”, etnias, culturas convivem pacífica e harmoniosamente. Esta é a imagem do Brasil no exterior. Compartilho aqui minhas impressões, porque, como brasileiros, temos de estar conscientes de nosso importante papel no mundo em prol da paz.

Espero, com o desenvolvimento socioeconômico da Indonésia, os nativos possam, também, participar do sedutor estilo de vida dos turistas, assim como os demais brasileiros ainda excluídos do mundo dos sonhos das viagens ao redor do mundo. Espero que os bilhetes aéreos se tornem cada vez mais baratos, propiciando a todos viajar, aproximando mundos distantes da multicultural humanidade.

Não defendo uma posição contra o turismo de massa. O turismo é bom para aproximar culturas, povos diferentes. Eu apenas viajo, procurando vivenciar a cultura por dentro, tentando ir um pouco além do turista. Faço um certo tipo de turismo-antropológico. Cada vez mais vejo que somos todos iguais, a nossa matriz é a mesma. Somos seres humanos com as mesmas alegrias, medos, sonhos e tristezas. Nossos sentimentos são os mesmos. Um exemplo são certas similaridades que percebi entre a cultura e a moralidade da vila de pescador Gerupuk e as da minha família do subúrbio do Rio da Janeiro. Miriam Goldenberg, antropóloga carioca, diz que a moral da Zona Sul é muito mais elástica do que a da Zona Norte do Rio de Janeiro. Nascida e criada em Inhaúma e atual moradora da Zona Sul, concordo com a antropóloga.

De volta à vila de Gerupuk, Lombok, voltando ao Nyongkol, as roupas dos noivos são do mesmo estilo das vestimentas dos nobres na época dos reinados que datam do século VII. Somente aos nobres era permitido vestir tais peças, usadas como signos de diferenciação entre nobreza e casta inferior.

No final da procissão, os noivos sentam no altar, como rei e rainha, para a população presenciar o novo casal que se forma na comunidade. Bela e divertida cerimônia.

Noiva

Noivo

O Nyongkol é a última parte dos festejos de casamento, que podem durar até 2 ou 3 meses, dependendo do poder aquisitivo da família do noivo para arcar com as despesas.

A tradição da vila de pescador de Gerupuk é o noivo “roubar” a noiva na calada da noite da casa da família. Hoje, nos tempos de reconhecimento dos direitos da mulher, o rapaz não pode roubar a noiva sem o seu consentimento. Num passado recente, segundo os nativos, há 20 anos era assim: o rapaz roubava a menina sem lhe perguntar antes se queria se casar com ele. Hoje, se fizer isto, terá problemas com a polícia.

A menina não conta para seus pais que será “roubada” durante a noite. Somente na manhã seguinte, seus pais se dão conta que a filha não está em casa. Provavelmente, foi “roubada” para se casar. Segundo os nativos, a menina realmente não conta para os pais. Presenciei uma mãe desmaiando no Nyongkol ao ver a filha pela primeira vez após semanas.

No dia seguinte ao roubo, os pais do noivo vão à casa dos pais da noiva conversar sobre o casamento e acertar o dinheiro para a cerimônia. Segundo os nativos, não existe dote. Os pais do noivo pagam somente pelas cerimônias e vestimentas da noiva. A família da noiva concordando com o casamento, o casal pode fazer sexo e as cerimônias são iniciadas.

O primeiro festejo é um jantar na casa dos pais do noivo aberto à toda comunidade. Todos estão convidados a celebrar este momento especial na vida dos moradores de Gerupuk. A comunidade traz comida, açúcar, cigarro de presente para os noivos. A comilança às vezes dura mais de um dia. Nos dias que se seguem, pode ser oferecida música, se a família do noivo tiver poder aquisitivo para contratar a banda local. Os músicos começam a tocar na casa do noivo e, às vezes, saem pelas ruas até a casa da família da noiva. Tocam lá alguns minutos e voltam para a casa do noivo. A comunidade segue atrás celebrando. A cerimônia de casamento é uma grande festa na comunidade.

Como mulçumanos, a cerimônia religiosa, a troca de anéis e o juramento, é realizado na mesquita antes do Nyongkol.

Não tive oportunidade de conversar com os noivos, mas os nativos dizem que a noiva está triste, porque é uma grande mudança em sua vida. Sai da casa dos pais e passa a conviver, da noite para o dia, com outra família, outros hábitos, novos papéis a desempenhar. Não é mais a filha, mas a esposa. Sente, também, falta dos pais. Durante todo o processo, de 2 a 3 meses, a noiva não pode ir à casa dos pais. Além disto, especialmente na tradicional vila de Gerupuk, é o momento da primeira relação sexual da menina. Grande choque. Grande mudança. Mas dizem que depois da cerimônia fica tudo bem. A noiva pode visitar os pais e fica bem.

O namoro é escondido na vila de Gerupuk. Os pais não podem saber que a filha está namorando, senão querem logo casar o novo casal de pombinhos. Vi alguns casais de adolescentes namorando escondido nas praias desertas atrás das pedras.

Eu me diverti muito no Nyongkol. Foi pura alegria seguir a procissão pelas ruas de Gerupuk. Dancei muito. Rebolei muito também (risos).

Noivos

Depois de duas semanas em Gerupuk, fui conhecer Gili Trawangan ao noroeste de Lombok, pequena ilha conhecida como “party island”. Todas as noites há uma festa e música nos bares e restaurantes. Gili T e suas vizinhas Gili Meno e Gili Air são ótimas para snorkeling e mergulho. A poucos metros da praia, já começa a barreira de corais. Vi cinco tartarugas em Gili T em apenas uma hora de snorkeling. Após alguns dias em Gili T, decidi saciar a curiosidade e fiz o trekking de 3 dias ao vulcão Rinjani, ao norte de Lombok. Caminhada pesada, em torno de 7 horas por dia de subida íngreme. A chuva nesta época do ano tornou a caminhada ainda mais pesada. O visual da cratera do vulcão faz o corpo esquecer qualquer exercício extra. Bela e exótica paisagem aos meus olhos de quem via um vulcão ativo pela primeira vez.

Adorei minha passagem por Lombok! Rica experiência humana!

Vulcão Rinjani.

A cratera

New York

New York é uma cidade vibrante, bares, restaurantes, teatros, músicos nas ruas ao ar livre, mas também é a cidade das manifestações populares. A mais contundente foi a Occupy Wall Street em outubro de 2011, contra a desigualdade social, a ganância do 1% mais rico nos Estados Unidos. O slogan “We are the 99%” refere-se à desigualdade social na distribuição de riqueza nos Estados Unidos entre o 1% mais rico e resto da população.

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Trekking em Ladakh, Himalaia

Caminhadas de 4 a 21 dias são oferecidas pelas operadoras locais.

O destino tradicional dos trekkers é Markha Valley de 7 a 8 dias de duração. Pode-se dormir em barracas ou então nas hospedagens ao longo do trajeto.  A acomodação é rústica. Mas vale pelo contato próximo com os locais. Apesar do calor de deserto durante o dia, a noite faz frio. São necessárias roupas términas e saco de domir zero grau, o qual pode ser oferecido pela operadora.

Espere alguns dias para uma perfeita aclimatação à alta altitude antes de iniciar o trekking. Senti grande dificuldade nesta caminhada, devido ao calor e ar seco, variáveis com as quais eu não estava acostumada, em elevadas altitudes.

Quem leva: dreamladakh.com

Terceiro dia do trekking.

Rodovia mais alta do mundo, Ladakh

Três dias rodando de 4×4 pela rodovia trafegável mais alta do mundo.

Poucos minutos na estrada e já se atingem as nuvens. Leh, que está a 3.505 metros, fica lá embaixo pequena.

O jeep trafega na altitude dos picos nevados. O ponto mais alto é a passagem Khardung a 5.602 metros.

A estrada é estreita e sinuosa, muitas vezes com passagem para um carro. Assusta nas curvas fechadas. Do lado, o abismo. O código de trânsito é buzinar sempre antes da curva. O motorista não diminui a velocidade! Leve adrenalina. O melhor é confiar na perícia do motorista e relaxar!

O tour é um deleite aos sentidos visuais neste recanto remoto do mundo.

Ponto mais alto a 5.602 metros.

Monastério Disket, Nubra Valley.

Nubra Valley.

Quem leva: www.dreamladakh.com

Dica: programe sua visita de acordo com o calendário das festividades dos monastérios, quando há apresentação de danças e músicas tradicionais.

Pelos arredores de Ladakh, Himalaia

Vale a pena fazer passeios de um dia pelos monastérios nos arredores de Leh.

Com sorte, pode-se presenciar uma cerimônia budista.

A paisagem desértica da região de Ladakh é belíssima! Experiencia-se a vastidão do Himalaia.

A visita a Ladakh é imperdível para quem está mochilando pelo roteiro budista do norte da Índia.

Monastério Shey Palace.

Thiksey, monastério budista.

Thiksey, monastério budista.

Escrituras dos ensinamentos de Buda gravadas a ouro.

Cerimônia budista no monastério Thiksey.

Hemis, monastério budista.

Matho Valley.

Quem levadreamladakh.com